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Data25 Feb 2026
A Espanha anunciou recentemente a sua intenção de proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos. Esta medida, que segue os passos de países como a França ou a Austrália, visa proteger os mais jovens de um ambiente digital cada vez mais complexo. No entanto, surge uma questão: será a proibição a melhor forma de preparar os adolescentes para o futuro?
Luis Martín, diretor da Europe AI Solutions da LLYC, dá a sua opinião em 1 minuto:
Um obstáculo no seu desenvolvimento
O impacto das redes sociais em crianças e adolescentes é profundo e afeta pilares fundamentais do seu crescimento:

A educação como pilar
Embora a intenção da medida seja proteger, pensar que tudo se resolve com uma proibição é ficar aquém. As redes sociais já fazem parte da realidade dos jovens e continuarão a existir de uma forma ou de outra.
Os dados do relatório Infância Digital 2025 indicam que 92,5% dos menores já estão registados em pelo menos uma rede social.
A resposta mais eficaz não é a proibição, mas sim a formação. Esta deve centrar-se em dois pilares:
– Para os jovens: Para que compreendam como estas plataformas funcionam realmente e aprendam a proteger-se emocionalmente das suas dinâmicas.
– Para as famílias: Não podemos acompanhar o que não compreendemos, nem estabelecer limites coerentes se desconhecemos o ambiente em que os nossos filhos navegam.
23,7% dos adolescentes afirmam que os seus pais usam o telemóvel durante as refeições, o que enfraquece o papel protetor do adulto. Sem exemplo, não se pode ensinar.
Como começar a promover o uso responsável?
Educar em tecnologia não consiste em proibir sem mais, mas sim em ensinar a conviver com ela. Para este caminho, algumas das chaves que podem ser decisivas são:

Em suma, a verdadeira proteção dos menores não virá apenas das leis, mas da sua capacidade de se comportarem na rede com critério, autonomia e responsabilidade.